Depoimentos



MÃE DE PACIENTE, L.


"Olá, boa-noite, André.

Nunca saberemos como agradecer essa dedicação que temos recebido da equipe do serviço de hiperbárica. Os “mergulhadores” são muito alto astral, as recepcionistas muito dedicadas, você e a Dra. muito atenciosos. O estado de recuperação que ele tem saído das sessões é surpreendente. O que tem nos dado esperanças de dias melhores e de uma recuperação bacana pra ele. Seremos sempre muito gratos.

Uma grande abraço.

Mais um HIPER elogio. Parabéns, HIPER EQUIPE!"

PACIENTE AM.


"Família Hiperbárica de Niterói,

Quero manifestar aqui o meu apreço pelo grau de profissionalismo, dedicação e carinho que recebo de vocês. É impressionante como um grupo de pessoas pode ter forças todos os dias para levantar a autoestima daqueles que chegam abatidos, com medo do novo, querendo que a sessão termine logo, mas, que no final, choram para não ir embora.

Quando ouvi falar em “hiperbárica”, confesso, tive medo. Mas hoje vejo que os benefícios vão muito além de cura física, a qual foi de suma importância em minha recuperação. Mas vocês fizeram muito mais que isto. Me deram carinho, amor, dedicação e isto não tem dinheiro no mundo que pague. A partir de 13/03, minhas tardes não serão mais as mesmas. Agradeço em espacial ao Dr. André, enfermeira Marina, técnicos Edson, Jurandir e Renata, recepcionistas Rafaela e Renata, Renata serviços gerais. Vou levá-los sempre em meu coração. Que Deus continue lhes abençoando grandemente.

Beijos em todos, com meus sinceros agradecimentos."

FILHA DE PACIENTE, VL.


"Olá, Elisabeth, boa-noite!

Você não pode imaginar como estou agradecida e sensibilizada pelo grande favor que faz à nossa família, enviando essas fotos que são tão caras a meus pais. A sua boa vontade não tem preço. Sinto muito por ter lhe incomodado por essa tarefa, pois sabemos que, hoje em dia, temos todos nós uma vida repleta de compromissos e correrias. A etapa de tratamento que meu pai aí realizou, além de ter sido bem sucedida em termos médicos, também ensejou uma inesquecível experiência de excelência no convívio com toda equipe da clínica, o que propiciou muito conforto emocional a meus pais que chegaram a vocês, extremamente fragilizados pela dolorosa vivência de uma patologia que parecia sem solução. A Dra. Flávia, a Taís e a Romilda, os rapazes (todos eles, sem exceção). Vocês sempre foram incansáveis e primorosos ao externarem carinho e respeito por todos os pacientes. Assim, peço que passem todo o conteúdo desse e-mail à gerência dessa clínica e a todos os envolvidos citados (espero não ter esquecido ninguém), expressando a minha eterna gratidão.

Um grande e caloroso abraço."

FILHA DE PACIENTE, LB.


"Sra. Mara,

Meu pai pediu que fosse encaminhada a mensagem abaixo a toda equipe médica, equipe de apoio e aos pacientes que o acompanharam em seu tratamento. Agradeço, como seu filho, toda atenção e cuidados com meu pai. Por gentileza, confirme o recebimento dessa mensagem.

Senhor,
Peço-vos misericórdia e amparo para as lutas que atravessamos na Terra. Lutas que trazemos de um passado e de dores que causamos ao nosso próximo. Amparo pás os espíritos que sofrem e força para os que se sentem enfraquecidos. Elucidai o cego na verdade espiritual e animai aquele que ainda não teve forças para Vos procurar e sentir. Dai-nos boa-vontade para, unidos, espalharmos os vossos ensinamentos e vibrarmos numa fé humilde, porém repleta de firmeza e compreensão.

PAZ E LUZ!

Até breve!"

PACIENTE MJ.


"Caríssimos amigos(as) da Equipe da Hiperbárica,

Enquanto o silêncio envolve a Terra e a noite estava em meio a seu curso, a vossa Divina Palavra: Senhor, veio a nós o seu trono real (Cf, sal. 18, 14-15). De modo particular, quero agradecer toas as atenções dispensadas pelos médicos, Dra. Thais e Dr. André e ao enfermeiro Kleber, que foi incansável e as recepcionistas Flávia e Romilda. Guardo de cada um as melhores impressões de delicadeza.

Feliz Natal! Um Ano Novo repleto das bênçãos Divinas.

Muito obrigada,

Abraços."

PACIENTE C.


"Aos técnicos de enfermagem,

Minha justa homenagem para toda equipe de técnicos de enfermagem no dia que lhes é dedicado. Me faltaria inspiração para descrever o valor de vocês se não estivesse vivenciando de perto o desempenho de suas funções no tratamento que precisamos, o qual recebo toda atenção, carinho e cuidados para nossa recuperação. Que possamos retribuir tudo isso que nos é dado com educação e sempre um sorriso. Parabéns! Que Deus abençoe suas vidas.

Beijos."

Informações Técnicas

A relação custo-benefício da oxigenoterapia hiperbárica (OHB) é excelente, tendo em vista que reduz o tempo de utilização de antibióticos, propicia uma abordagem menos agressiva e mais conservadora das intervenções cirúrgicas, tais como desbridamentos, fasciotomias e amputações, reduzindo o número e a extensão das cirurgias, o tempo de recuperação do paciente e a duração das hospitalizações.

Restabelecimento da atividade fibroblástica e osteoblástica
Durante o tratamento, a hiperoxigenação de tecidos hipóxicos restabelece a atividade fibroblástica, proporcionando o desenvolvimento da matriz de colágeno, indispensável à formação do tecido de cicatrização e à neovascularização.

Efeito Antibacteriano
O efeito antibacteriano direto de oxigênio sob pressão ocorre devido à vulnerabilidade de anaeróbios estritos, aeróbios microaerófilos e aeróbios facultativos aos radicais livres.
A ação antibacteriana indireta do oxigênio sobre aeróbios se processa através do restabelecimento de níveis normais de oxigênio, o que permite que os polimorfonucleares oxidem bactérias tais como estafilococos aureus e epidermidis, pseudomonas aeruginosa e escherichia coli.
A hiperóxia inibe a produção e a atividade da alfatoxina produzida pelo Clostridium Perfringens, responsável pelo estado toxêmico do paciente vítima da infecção.

Ação Bioquímica
Na intoxicação pelo monóxido de carbono, a grande afinidade deste gás pela hemoglobina, mioglobina e citocromos, impede a utilização do oxigênio em vários processos metabólicos. A oxigenoterapia hiperbárica promove a rápida dissociação da carboxihemoglobina, restabelecendo a oxigenação tecidual.

Efeito Antiedematogênico
A oxigenoterapia hiperbárica produz vasoconstricção arterial acentuada, o que responde pela redução do aporte sanguíneo em alguns tecidos, responsável pela diminuição significativa de edemas, justificando o seu emprego em portadores de síndromes compartimentais.

Efeito Mecânico da Pressão
A embolia gasosa arterial decorrente de iatrogenia ou de acidentes de mergulho, pode ser responsável por sério comprometimento neurológico. A compressão imediata do paciente terá como consequência uma redução do volume das bolhas de ar na circulação cerebral, restabelecendo-a prontamente, enquanto que a hiperoxigenação promove a eliminação do gás nitrogênio e, consequentemente, da bolha de ar.

Interações Medicamentosas
A oxigenoterapia hiperbárica age sinergicamente quando aplicada simultaneamente com alguns agentes antimicrobianos, tais como as sulfas, aminoglicosídeos, vancomicina, cefalosporinas e drogas antilepromatosas, assim como com alguns diuréticos, antiarrítmicos, hipotensores e sedativos, sendo contraindicada durante o uso de certos quimioterápicos (principalmente adriamicina e bleomicina) por potencializar seus efeitos tóxicos.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina, em consonância com a Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica e a Undersea & Hyperbaric Medical Society (EUA), editou em 1995 a Resolução nº 1457, disciplinando a aplicação desta terapia e suas indicações, abaixo listadas, ratificada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), através da Resolução nº 211/2010, atualizada pela RN nº 262/2011.

  • Lesões ulceradas refratárias: úlceras de pele, pé diabético, úlceras de pressão, úlcera por vasculite autoimune, deiscências de suturas;
  • Lesões por radioterapia: radiodermite, osteorradionecrose e lesões actínicas de mucosas;
  • Vasculites agudas de etiologia alérgica medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos, ofídios e insetos);
  • Osteomielites crônicas refratárias;
  • Isquemias agudas traumáticas: lesões por esmagamento, síndrome compartimental, reimplantação de extremidades amputadas e outras;
  • Retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco;
  • Gangrena gasosa;
  • Síndrome de Fournier;
  • Outras infecções necrotizantes de tecidos moles: celulites, fascites e miosites;
  • Queimaduras térmicas e elétricas;
  • Embolias gasosas;
  • Envenenamento por monóxido de carbono ou inalação de fumaça;
  • Envenenamento por cianeto ou derivados cianídricos;
  • Anemia aguda, nos casos de impossibilidade de transfusão sanguínea;
  • Doença descompressiva e embolias traumáticas pelo ar.

A oxigenoterapia hiperbárica é contraindicada, em termos absolutos, nos portadores de pneumotórax não drenados, asma brônquica ativa, e em uso de bleomicina e adriamicina.

A OHB parece piorar quadros de neurite óptica pré-existentes.

Os efeitos colaterais são pouco frequentes e em geral benignos. Podemos observar ocasionalmente barotrauma do ouvido médio, em vigência de obstrução de trompa de Eustáquio, que é observada em portadores de rinofaringites e intoxicação neurológica pelo oxigênio, em pacientes suscetíveis, podendo causar alterações de campo visual, tinnitus, náuseas, vertigens e até mesmo crises convulsivas.

Em tratamentos prolongados podem ocorrer, miopia de caráter reversível e piora de catarata pré-existente, com maior incidência em pacientes idosos.

As câmaras hiperbáricas são, em essência, cilindros metálicos ou de acrílico resistentes à pressão, dotados de vigias ou janelas. Basicamente, existem 2 tipos de câmaras: as multiplaces ou multipacientes, que permitem o tratamento simultâneo de até 20 pacientes e as monoplaces ou monopacientes, que comportam somente um paciente.

As câmaras multiplaces são pressurizadas com ar comprimido, sendo o oxigênio fornecido aos pacientes através de máscaras ou capuzes, enquanto que as câmaras monoplaces são comprimidas na maioria das vezes com oxigênio puro, que é inalado diretamente pelo paciente, sem necessidade do emprego de qualquer equipamento em contato com o rosto. Dentro da câmara, os pacientes podem ler, ouvir música e participar de outras atividades de lazer.

Durante todo o tratamento o paciente pode, se necessário, ter monitorados a pressão arterial, frequências cardíaca e respiratória, ritmo cardíaco, temperatura corporal e oximetria cutânea, podendo ainda ser assistido por meio de ventiladores mecânicos, submeter-se a infusões venosas, transfusões.

Perguntas Frequentes

Oxigenoterapia hiperbárica é uma modalidade terapêutica na qual o paciente respira oxigênio puro (100%), enquanto é submetido a uma pressão 2 a 3 vezes a pressão atmosférica ao nível do mar, no interior de uma câmara hiperbárica.

A câmara hiperbárica consiste em um equipamento médico fechado, resistente à pressão, geralmente de formato cilíndrico e construído de aço ou acrílico e que pode ser pressurizado com ar comprimido ou oxigênio puro. Podem ser de grande porte, acomodando vários pacientes simultaneamente (câmaras multipacientes), ou de tamanho menor, comportando somente um indivíduo (câmaras monopacientes).

A oxigenoterapia hiperbárica provoca um espetacular aumento da quantidade de oxigênio transportada pelo sangue, na ordem de 20 vezes o volume que circula em indivíduos que estão respirando ar ao nível do mar. Nestas condições, o oxigênio produzirá uma série de efeitos de interesse terapêutico, tais como: combate infecções bacterianas e por fungos, compensa a deficiência de oxigênio decorrente de entupimentos de vasos sanguíneos ou destruição dos mesmos, como acontece em casos de esmagamentos e amputações de braços e pernas, normalizando a cicatrização de feridas crônicas e agudas; neutraliza substâncias tóxicas e toxinas, potencializa a ação de alguns antibióticos, tornando-os mais eficientes no combate às infecções e ativa células relacionadas com a cicatrização de feridas complexas.

Na maioria dos protocolos estabelecidos, a duração de uma sessão varia de 90 minutos a 2 horas.

Através de máscaras e capacetes de plástico apropriados para esta finalidade. Existe ainda a possibilidade, em se tratando de câmaras monopacientes, de o paciente respirar o oxigênio diretamente da atmosfera da câmara, quando esta é pressurizada com este gás.

Como regra geral, o paciente necessita submeter-se a uma sessão diária, 5 a 6 vezes por semana. Em algumas situações, normalmente em casos mais graves e agudos, é necessária, por um curto período de tempo, a aplicação de 2 a 3 sessões diárias, de modo ininterrupto, 7 vezes por semana.

Não, desta maneira o tratamento é contraproducente, não se alcançando os resultados almejados.

O tratamento de doenças crônicas demanda a aplicação de um número maior de sessões, enquanto que as doenças agudas, tais como as relacionadas com acidentes e traumas, exige a administração de um número menor de sessões. Em média, é necessária a aplicação de 30 sessões.

Feridas de difícil cicatrização (como, por exemplo, nas nádegas de pessoas acamadas por um longo período e nos pés de diabéticos); infecções graves com destruição muscular, de pele, ou gordura subcutânea; lesões de bexiga, intestinos, ossos e cérebro, causadas tardiamente por radioterapia; esmagamentos e amputações traumático; infecção crônica dos ossos; procedimentos de cirurgia plástica reparadora, quando se recobre uma ferida com pele ou músculos retirados de outra parte do corpo do próprio paciente, com risco de insucesso; presença de bolhas de ar na corrente sanguínea (“embolia gasosa arterial”), complicação passível de ocorrer após a realização de alguns procedimentos médicos; queimaduras extensas; coleção de pus ou ar no cérebro, causados, respectivamente, por processo infeccioso e trauma.

Sim, desde que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) editou a Resolução nº 211/2010, atualizada pela RN nº 262/2011, na qual foi inclusa a oxigenoterapia hiperbárica no Rol de Procedimentos, este tratamento passou a ser de cobertura obrigatória pelas operadoras de planos de saúde e seguradoras.

Até o presente momento, não, mas isto vai acontecer, é uma questão de tempo. Os médicos hiperbáricos vêm, há algum tempo, se mobilizando para que esta situação se reverta e, com isto, que a imensa parcela da população brasileira que não possui um plano de saúde, possa se beneficiar deste valioso tratamento.

Existem contraindicações absolutas e relativas. As absolutas são aquelas consideradas impeditivas para a realização do tratamento em pauta, pois colocariam a vida do paciente em risco. Dentre elas, poderíamos citar a presença de ar entre as pleuras (“pneumotórax”) não tratada e o uso prévio de alguns medicamentos para tratamento de câncer (“quimioterápicos”). As contraindicações relativas não são, a princípio, impeditivas à realização do tratamento, porém impõem cautela em sua administração. Dentre estas contraindicações, podemos citar: resfriados, sinusites, asma brônquica, bronquites, claustrofobia, história de pneumotórax espontâneo, história de cirurgia torácica ou do aparelho auditivo e lesões pulmonares achadas em exames de imagem (radiografias, tomografia computadorizada ou ressonância magnética). Nas contraindicações relativas sempre devem ser levados em consideração os riscos e benefícios para expor o paciente ao regime de Oxigenoterapia Hiperbárica.

Alguns sinais e sintomas bastante benignos são relatados pelos pacientes. Imediatamente após a sessão, o paciente pode referir cansaço ou sonolência, cuja intensidade pode ser bastante variável. Nos raros casos em que o paciente tenha deglutido ar durante o tratamento, poderá sentir necessidade de eliminá-lo sob a forma de arrotos, até 2 horas após o término da sessão. Podem ser notadas alterações passageiras na coloração da pele (principalmente em pacientes com pele clara) as quais tendem a desaparecer progressivamente após o término da sessão. Secura da boca e garganta também pode ocorrer.

Quando a pressão externa crescente, durante a pressurização, não é equilibrada dentro do ouvido ou nos seios da face, o paciente pode sofrer o que se convencionou chamar “barotrauma”, caracterizado por diminuição da audição, dor de ouvido ou dor na região correspondente ao seio(s) da face afetado (testa ou a região abaixo dos olhos) e, eventualmente, sangramento pelo nariz ou pelo ouvido. É uma complicação relativamente benigna, mas que obriga o paciente a interromper o tratamento por algum tempo.

A intoxicação do sistema nervoso pelo oxigênio, caracterizada por alterações na visão, audição, tremores, náuseas, tonteira e, incidindo mais raramente, convulsões, pode ocorrer sem aviso prévio em qualquer indivíduo que esteja respirando oxigênio sob pressão. É de natureza benigna e cede em questão de minutos após a interrupção no fornecimento de oxigênio ao paciente, sem deixar sequelas.

Em tratamentos prolongados podemos observar o aparecimento de miopia (dificuldade para enxergar objetos à distância), que se reverte espontaneamente até 6 semanas após o término do tratamento.

Em pacientes idosos, geralmente diabéticos e já portadores de catarata, podemos observar uma piora deste quadro quando o número de sessões administradas for grande, geralmente acima de 60.

As seguintes recomendações são comuns aos pacientes tratados na Câmara Multipaciente e Monopaciente:

  • Os pacientes deverão utilizar roupas à base de fibras naturais (algodão ou linho), não sendo permitida a entrada de qualquer vestimenta composta de fibras sintéticas (nylon) na câmara hiperbárica (neste caso, os mesmos deverão ser trocados previamente à sessão);
  • É vetado o ingresso na câmara de celulares, relógios, equipamentos elétricos em geral, tais como equipamentos sonoros, isqueiros, fósforos, cigarros e afins (cachimbo, charutos, cigarrilhas etc.), lentes de contacto, próteses auditivas e portadores de marca-passos externos.
  • Deverá ser evitado o contato com graxa, óleo, gordura ou álcool antes das sessões. Caso isso ocorra estes materiais deverão ser removidos totalmente da pele antes de o paciente entrar na câmara;
  • Os pacientes deverão ser orientados a urinar e evacuar antes da entrada na câmara hiperbárica e a informar sobre a ocorrência de vômitos e diarréia;
  • Mulheres em idade fértil, com atraso na menstruação e sem uso de método anticoncepcional, deverão informar imediatamente ao médico antes de se iniciar o tratamento. Mulheres em fase menstrual podem entrar na câmara hiperbárica;
  • Os pacientes não devem utilizar nenhum tipo de produto na pele, óleos, pomadas ou cremes, mesmo que receitadas por outro profissional médico, sem o consentimento do médico hiperbárico;
  • Avisar imediatamente se tiver qualquer alteração no estado geral como: febre, coriza, dor no corpo, erupções na pele.

As recomendações prévias ao tratamento hiperbárico são bem mais restritivas quando se trata de câmaras monopaciente, uma vez que estes equipamentos são, na sua maioria, pressurizados com oxigênio puro, o que aumenta o risco de incêndio. Nestes casos, são observadas as seguintes orientações, além das que já foram citadas:

  • Retirar calças plásticas com botões e/ou velcro. Quanto ao uso de fraldas plásticas as mesmas deverão ser preferencialmente substituídas por lençóis de algodão durante a sessão;
  • Deverá ser removido qualquer tipo de calçado. Só é permitido entrar na câmara hiperbárica com meias 100% algodão;
  • Não deverão usar nenhum tipo de maquiagem, gel no cabelo ou produtos a base de álcool. Remover esmalte das unhas. Não utilizar desodorantes ou perfume em excesso;
  • Deverão se removidos quaisquer materiais metálicos como brincos, anéis, colares, pulseiras, relógios, óculos, moedas e/ou outros;
  • Deverão ser removidas lentes de contato e próteses auditivas;
  • Próteses dentárias móveis e/ou metálicas serão removidas a critério médico;
  • É vetada a introdução na câmara hiperbárica monopaciente de balas, chicletes, chupetas, brinquedos, livros e revistas;
  • Curativos: curativos à base de Povidine Tópico ou Degermante não deverão ser usados no período mínimo de 6-8 horas antes do horário da sessão; aqueles à base de gaze vaselinada ou furacinada, óleos minerais ou vegetais (e/ou outros produtos similares) não são permitidos e deverão ser removidos antes da sessão; curativos nos quais foram empregados colagenase (“Iruxol”, “Fibrase”, “Kollagenase”) e sulfadiazina de prata (“Dermazine” e "Dermacerium”) são autorizados.

Não. Com exceção dos acidentes de mergulho, a terapia hiperbárica é um método de tratamento complementar, que não substitui o tratamento convencional, mas sim o potencializa, tornando-o mais eficiente. Deste modo, medidas tais como antibioticoterapia, cuidados com a ferida e cirurgias, devem sempre ser associadas à oxigenoterapia hiperbárica.

Não, uma vez que o oxigênio é administrado por inalação, alcançando a lesão através da corrente sanguínea.

Sim, principalmente a cafeína e a nicotina. Por isso recomenda-se aos pacientes abster-se de bebidas cafeinadas, tais como: café, Coca-Cola, chá, mate, etc., assim como o consumo de tabaco, 1 hora antes das sessões até 1 hora após o seu término. O emprego de alguns medicamentos, tais como os utilizados no tratamento do câncer, deverão ser cuidadosamente analisados antes do início da oxigenoterapia hiperbárica.

Não há nenhum impedimento na administração de medicamentos durante a realização da sessão, por qualquer via (oral, sublingual, intramuscular, endovenosa etc.).

Não, de modo nenhum. 95% dos pacientes que se submetem à oxigenoterapia hiperbárica não estão internados e comparecem ao Serviço de Medicina Hiperbárica diariamente vindos de suas residências. Os demais 5% encontram-se internados devido às enfermidades de que são portadores, as quais demandam cuidados, tais como hidratação venosa ou curativos, realizados sob anestesia em centro cirúrgico, que contraindicam sua permanência em domicílio. O tratamento em regime de internação será sempre recomendado pelo Médico Assistente do paciente.

Não. O paciente que necessitar ser submetido a tratamento com oxigênio hiperbárico não pode estar em jejum, principalmente em se tratando de diabéticos. É necessário que estejam fazendo regularmente suas refeições, a fim de que tenham as taxas de açúcar no sangue estáveis.

Às vezes, sim. Os pacientes com indicação de oxigenoterapia hiperbárica são avaliados e orientados pelo médico hiperbárico quanto aos exames que deverão ser realizados previamente ao início do tratamento hiperbárico, a seu critério. Estes exames visam à avaliação quanto ao estágio atual da enfermidade de que o paciente é portador e servirão como referência para futuras reavaliações do paciente. Eventualmente, estes exames serão solicitados para que se avalie a existência de outros problemas de saúde que contraindiquem as sessões de Oxigenoterapia Hiperbárica. A solicitação destes exames ficará a cargo do médico hiperbárico ou do médico assistente do paciente.

Não, você poderá ser retirado do equipamento através de compartimento acessório conjugado ao compartimento principal onde o tratamento está sendo efetuado, sem interferir no andamento da sessão dos demais pacientes.

Sim, os pacientes que estão incapacitados de sentar, podem se submeter ao tratamento deitados.

Não. Os pacientes portadores de pressão alta podem ser submetidos à oxigenoterapia hiperbárica, devendo manter o esquema de tratamento prescrito pelo seu médico assistente.

Não. Este assunto, já debatido exaustivamente, e concluiu-se, baseado em extensas pesquisas científicas, que o oxigênio administrado sob pressão não estimula o crescimento de tumores, quer sejam malignos ou benignos.

Quando alguém está sendo submetido a um ambiente de maior pressão que aquela observada ao nível do mar, em câmara hiperbárica, sente os mesmos efeitos do mergulho no fundo do mar, pois a variação de pressão para mais é comum às duas atividades.

O sintoma mais comumente observado relaciona-se com o aparecimento de sensação de diminuição da audição, como quando uma pessoa se desloca de um local situado na montanha para outro localizado em uma planície ("desce a serra"), a qual pode ser perfeitamente evitada e/ou controlada através de manobras próprias realizadas pelo paciente no interior da câmara. Durante a pressurização, ocorre o aumento da temperatura no interior da câmara hiperbárica, sendo que na despressurização observa-se o contrário, tendo-se a sensação de que o ambiente subitamente passou a ser refrigerado. O timbre da voz das pessoas submetidas a esta condição se altera ligeiramente e, curiosamente, não se consegue assobiar nestas circunstâncias.

A maioria das pessoas que relatam sintomas como os descritos conseguem se submeter à oxigenoterapia hiperbárica. No entanto, em alguns casos, esta dificuldade pode ser mais severa, tornando mais difícil ou mesmo inviabilizando o tratamento. Nesta situação pode ser necessário o emprego de sedação, mediante a anuência do paciente, considerando-se sempre a relação risco X benefício.

Em câmaras multipaciente, pode-se ler livros, jornais e revistas, participar de atividades lúdicas, tais como jogos com baralhos de cartas, dominó, damas ou escutar música. No caso do emprego de uma câmara monopaciente, o paciente tem a opção de assistir a televisão, escutar música ou dormir.

As sessões de oxigenoterapia hiperbárica são mandatoriamente monitoradas por um médico hiperbárico, familiarizado com esta terapia que, em casos de urgência, tomará as medidas necessárias para a rápida identificação e resolução do(s) problema(s) apresentado(s), interrompendo, se preciso for, o seu tratamento.

Sim, submeter-se à terapia hiperbárica não impede o paciente de dirigir. No entanto, o mesmo deverá sempre ser orientado a informar de qualquer alteração que esteja ocorrendo, a qual poderá afastá-lo temporariamente de certas atividades (inclusive direção) se estas manifestações forem exuberantes.

Sim, pois o tratamento hiperbárico não trata usualmente a doença básica de que o paciente é portador, e sim de suas complicações. Caso não se tomem os cuidados necessários com relação ao controle da doença de base, os sinais e sintomas que deram origem à indicação da terapia hiperbárica podem reaparecer.

Não. A oxigenoterapia hiperbárica só é indicada nos casos de celulite-infecção, doença de extrema gravidade da camada de gordura subcutânea, que induz àqueles que a contraem, risco de complicações severas. Embora possua o mesmo nome, o que suscita confusão, a celulite objeto de angústia por parte das mulheres caracteriza-se pela existência de um processo inflamatório crônico, que acomete estas mesmas células, dando à pele a aparência característica de casca de laranja, esteticamente indesejável, porém benigno.

Não. Este fato foi, na época, amplamente divulgado, abalando a credibilidade do método terapêutico e dos profissionais da área de saúde que a ele se dedicavam. Não existe respaldo na literatura médica para a aplicação do oxigênio hiperbárico para tal fim, assim como para qualquer finalidade estética.

O uso da Medicina Hiperbárica situa-se na história há mais de meio século como uma terapia eficiente e diferenciada, com sucesso e embasamento científico comprovado para muitas doenças.

A oxigenoterapia hiperbárica é utilizado em vários países: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Itália, França, Rússia, Japão, China, Coréia do Sul, Austrália, Cuba, México, Argentina, entre outros.

Sim. A oxigenoterapia hiperbárica encontra-se regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina desde 1995 através da Resolução no 1.457. Esta regulamentação define quais são as doenças tratadas com este método e norteiam a sua prática e a cobertura deste tratamento pelos planos e seguros de saúde.

Não. Em virtude da eficiência deste método terapêutico na resolução de várias doenças, a oxigenoterapia hiperbárica já foi objeto de extensos estudos quanto ao seu emprego no combate a diversas patologias graves, incuráveis ou de difícil resolução, tendo se mostrada inócua no tratamento do câncer, AIDS e diversas outras doenças com as características já mencionadas.

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